A Ignorância acerca de Si Mesmo

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Olá leitores que acompanham a showtime2d, ultimamente estou muito ocupado com meu trabalho. E estou quase sem tempo para criar novos posts, para o blog. Eu mandei uma mensagem no twitter falando um pouco sobre isso, mais infelizmente, por enquanto não tenho tempo o suficiente para trazer 3 post diários então queremos 1 post por dia. Vou estar abrindo uma discussão, sobre isso no fórum. Quem quiser participar e colaborar com o blog com post sobre tecnologia, politica, noticias etc.. Envie seu pedido por email. Hoje vou estar trazendo uma reflexão sobre a espiritualidade, creio que isso e muito importante hoje em dia em que a muita informação, e também, a descrença da religião. Em que eu acredito que não possa haver felicidade sem Deus, encontrei um blog na internet e vou estar publicando essa mensagem para vocês lerem.

Mensagem

Um dos grandes problemas de nossa época é o excesso de informações. As pessoas vêm sendo soterradas por uma avalanche informativa, que faz com que não consigam ter uma visão clara das coisas, porque são transviadas por esses excessos. Muitas vezes, eles são piores que as privações, porque as últimas ao menos estimulam um trabalho interior, de busca dentro de si mesmo. Mas quando as informações externas surgem em demasia, desestimulam a introspecção, porque é muito mais fácil absorver o que os meios midiáticos apresentam, do que lutar por conta própria para tornar-se minimamente consciente da realidade.

Junto com o excesso de informações, existe um outro problema tão grave quanto, ou até mais: o comodismo. Pessoas acomodadas não se dão ao trabalho de analisar as informações criteriosamente, deixando-se guiar por elas irrefletidamente. Assim surge um nível de alienação cada vez maior da realidade, onde os indivíduos por fim não conseguem mais promover escolhas conscientes, pois são “aliciados” pelos “formadores de opiniões”, por causa da sua preguiça e falta de vida interior.

Isso nos permite compreender porque as pessoas são tão ignorantes acerca de si mesmas. A auto-ignorância é certamente a pior de todas, praticada por indivíduos que caminham cegamente em sua vidas, deixando-se arrastar pelas tendências externas, sem conseguirem imprimir características próprias em suas existências. A massificação da cultura se dá justamente por causa disso. Onde tudo se massifica, é porque os indivíduos perdem suas características próprias, deixando-se guiar pelas sombras coletivistas apenas.

O maior erro que pode existir é a negligência do ser humano frente a essa massificação, deixando-se toldar porque não quer se movimentar internamente, ou porque não deseja criar inimizades com seus semelhantes. Trata-se da mesma desculpa comodista de sempre, dada por aquele que vive na sonolência espiritual da grande massa, fazendo de tudo para não precisar sair de sua zona de conforto, porque isso gera indisposições…

É impressionante, mas “a culpa é sempre dos outros”, na maior parte dos casos. O ser humano dispõe do livre-arbítrio para promover escolhas conscientes, podendo escapar das teias coletivistas que enredam os dormentes, mas prefere seguir tendências, opiniões e modismos, porque isso não exige trabalho interior. E quando se encontra amarrado, sentindo os efeitos dolorosos da sua irreflexão, age como uma “vítima”, afirmando que foi condicionado a agir erradamente.

Sim, sem dúvida alguma existe um imenso condicionamento na vida social. Mas este é resultado da preguiça e da resignação das pessoas. Se mantivessem seus espíritos despertos (o que tem um custo…), esses enredamentos não ocorreriam. No entanto, os seres humanos não querem pagar o devido preço por nada, notadamente no que se refere ao desenvolvimento pessoal e espiritual. É muito mais cômodo deitar a cabeça sobre o lombo do grande rebanho, seguindo junto com ele para o abismo da sonolência.

Não entendo como as pessoas podem ser tão medrosas e covardes, entregando-se resignadamente à destruição. O preço do sono existencial é a morte espiritual, a médio e longo prazo. Os seres humanos pensam tudo apenas a curto prazo, esquecendo que as ações imediatistas de hoje geram a condenação no dia de amanhã (Lei da Causalidade)…

Falta coragem por parte dos seres humanos. Força para se impor frente ao remoinho coletivo que aniquila qualquer resquício de individualidade. É pequeno o número daqueles que mantêm acesa a sua chama espiritual, pagando o preço da evolução espiritual com sofrimento e solidão, muitas vezes. Esses momentos são passageiros, atuando como períodos preparatórios para aqueles que objetivam cumprir a finalidade de suas existências responsavelmente. Mas quase tudo acaba submergindo nesse excesso de informações, fazendo com que as pessoas não disponham de referências, encontrando-se ignorantes acerca de si mesmas, personificando a pior de todas as ignorâncias…

As pessoas não param para se conhecer porque vivem numa correria sem fim. Acreditam que qualquer tipo de olhar para dentro de si é perda de tempo, e que existem coisas mais “importantes” a serem buscadas. Mas o que? Prazeres passageiros, fama, futilidades e superficialidades? Sim, na maior parte dos casos é o que procuram… Então se enredam cada vez mais nessa cadeia de erros, que não permite reconhecer o verdadeiro eu, que está para além dos desejos do ego, bem como matematicismo programado do intelecto, que só procura pelo que é “garantido”.

São os dois extremos observados hoje: aqueles que vivem para a sensualidade apenas, e aqueles que não vivem, por outro lado, confiando apenas em seu raciocínio perfeccionista (limitado), acreditando que tudo é “pecado”…

Sim, muitos têm medo do autoconhecimento, acreditando que é um culto ao ego. Daí se refugiam nos dogmas religiosos, acreditando que estes, sozinhos, sejam suficientes para que o ser humano possa alcançar a salvação. Mas não! Esta somente pode ser alcançada por meio do conhecimento das Leis Espirituais, e uma vivência dentro dos seus direcionamentos, como Abdruschin tanto enfatizou em sua obra “Na Luz da Verdade”.

É vivendo e se conhecendo a si mesmo, fundamentando suas ações na Vontade de Deus (as Leis Espirituais), que o ser humano constrói o caminho da salvação. Tanto uma vida entregue ao sensualismo entorpecente, quanto ao raciocínio perfeccionista e artificial, não permite alcançar essa sintonia de que o indivíduo necessita para agir corretamente. É em espírito que essa sintonização ocorre, quando a pessoa vive intuitivamente. Precisa intuir o que é certo fazer. E essa é uma aptidão espiritual, e não apenas intelectual.

O raciocínio por fim enquadra dentro dos conceitos terrenos o conteúdo que recebe da intuição. Mas nisso deve atuar como um assistente. O “mestre” nesse caso é o espírito, que vindo de um plano mais elevado que o terreno, tem uma compreensão bem maior da realidade. O intelecto é um instrumento terreno apenas, tendo sua capacidade de apreensão limitada. Por isso é o núcleo espiritual do indivíduo que deve orientar o processo de construção dos saberes e das noções. Somente assim que dispõe de um conteúdo abrangente.

O problema é que as pessoas não têm mais contato com o seu espírito (o núcleo), em sua maioria esmagadora. Daí acontece que vivem segundo as referências mundanas apenas, deixando de experimentar o conteúdo espiritual existente dentro delas. A intuição lhes é algo estranho. Vivem segundo seus apequenados conceitos mentais, ou conforme sua sensualidade, impossibilitando o trabalho da intuição. É claro que desse modo não têm como se conhecer. Acabam vivendo na ignorância plena acerca de si mesmas.

Por mais contraditório que pareça, vivemos no tempo onde é ofertada aos seres humanos a maior quantidade de informações de todos os tempos (um verdadeiro excesso). Mas existe, por outro lado, uma ignorância absurda acerca da vida interior e as suas potencialidades, das quais o indivíduo necessita para se desenvolver corretamente.

Ocupado apenas com as informações externas (numa verdadeira tara por elas), o ser humano pós-moderno não presta atenção em sua vida interior. A intuição lhe é completamente estranha. E quando se fala dela para as pessoas, ainda a confundem com os sentimentalismos sensualistas, o que não tem nada a ver.

Intuição é intuição, e sentimentalismos são sentimentalismos. A primeira é profunda e conduz à verdade, sendo o caminho que leva até ela. Já os sentimentalismos são derivações mentais e sensitivas, de uma criatura dominada pelo instinto sexual e as mais diferentes formas de cobiça.

A intuição conecta o homem ao mundo espiritual e o liberta das pendências terrenas, enquanto que os sentimentalismos o prendem ao plano grosso-material, fazendo com que seja um escravo dos seus instintos e vaidades, em vez de ser um senhor.

Quão maior é a ignorância dos seres humanos acerca de si mesmos, mais vagam nas trevas, pois não prestam atenção na intuição, mas apenas nas diferentes formas de transvio moral. E daí não espanta que a humanidade esteja tão transviada…

Mas concluindo, o ser humano precisa viver intuitivamente. Esse é o único modo de ter ligações com as irradiações espirituais, utilizando-as como um “combustível” para boas ações. Assim também se torna conhecedor de si mesmo, pois é através da intuição que o homem se conhece. Do contrário só resta a ignorância e o excesso de informações, que caracterizam o mundo atual.

Verdade e sabedoria só existem no espírito. E a sua forma de manifestação é intuitiva. Que fique claro isso para todos aqueles que procuram o aprimoramento espiritual.

Créditos: Maro Schweder

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