Os Jogos Da Fome Na Venezuela

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A Venezuela sob um regime comunista é o único país onde leite, farinha ou arroz são traficados como se fossem drogas, enquanto o ditador cubano Raul Castro recebe e lucra com o petróleo e as reservas naturais expropriadas de todos os venezuelanos. Em nosso país, as pessoas se matam por um quilo de farinha, por um litro de leite e onde as pessoas até mesmo brigam entre si por um saco de lixo em busca de comida.

Quando Nicolás Maduro chegou ao poder na Venezuela, o dólar norte-americano estava cotado a 16,00 bolívares fortes. Hoje sua cotação está em 16.000,00 bolívares fortes. O chavismo representou e representa o roubo do dinheiro e do futuro dos venezuelanos, e afunda o país cada vez mais em uma crise sem fim.  O regime não tem desculpas, todas as semanas promete medidas econômicas que nunca resolvem nada. Sem jamais assumir a responsabilidade, o narcotraficante Nicolás Maduro limita-se a jogar a culpa em fatores externos que não têm nada a ver com a fome e escassez que sofremos.

Falta-nos energia elétrica e água, e estamos sem carne, sem açúcar, sem leite, sem farinha, sem tecnologia. E com uma inflação extrema que já ultrapassou a casa de 800% ao ano, ao mesmo em que o ditador narcotraficante se recusa a receber ajuda humanitária. O único responsável pela fome e pela miséria na Venezuela é Nicolás Maduro e sua gangue. Os venezuelanos precisam enfrentar até dez horas em filaspara tentar comprar, farinha, leite, açúcar ou frango. Muitas vezes, após longas horas de espera numa fila, o venezuelano encontra as prateleiras do supermercado vazias. Andar pela rua com um saco de farinha ou um recipiente com leite representa um risco, pois a pessoa pode até mesmo ser morta por estar de posse de um bem tão valioso.

Ao restringir a liberdade na produção e no mercado de alimentos, o chavismo fez aumentar a dependência do povo em relação ao estado comunista, uma vez que o estado passou a exercer um grande monopólio sobre gêneros alimentícios. Há poucos dias Nicolás Maduro afirmou:

Mesmo que chova, ou caiam relâmpagos, alcançaremos a paz econômica, a prosperidade e a estabilidade de preços. Eu quero fazer isso pelas boas vias, mas se eu precisar fazer isso pelas vias más e precisar me tornar um ditador para garantir os preços às pessoas, eu farei.

O objetivo do regime é perseguir e prender aqueles comerciantes a quem Nicolás Maduro acusou de inflar o custo dos produtos e de serem os responsáveis pela escassez e pela explosão da inflação. Os venezuelanos são obrigados a ter seu Cartão da Pátria*, que serve como mais um instrumento de controle social. Recentemente o ministro da Economia e Finanças, Ramón Lobo, informou que as pessoas poderão retirar os sacos e caixas de alimentos dos Comitês Locais de Fornecimento e Produção (Clap) utilizando o Cartão da Pátria. E afirmou que esta medida faz parte das ações empreendidas pelo governo para enfrentar a guerra econômica.

Essa iniciativa já havia sido informada pelo ditador Nicolás Maduro em maio passado, quando ele detalhou que o cartão da pátria também poderia ser usado para o pagamento eletrônico dos produtos Clap. Dentre estes produtos, estão os sacos de comida fornecidos pelo regime, nos quais podemos encontrar um suposto “leite” que não passa de uma mistura de farinha gordurosa e salgada que simula muito bem o sabor do leite. No entanto, essa mistura não fica homogênea e tem provocado diarreia em bebês e crianças, com risco de causar morte.

As pessoas com fome farão qualquer coisa para comer, o que significa que aqueles que controlam a comida podem usar isso para seu proveito. O regime chavista usa os alimentos como um arma para a redução seletiva da população. Enquanto os venezuelanos comem do lixo e até matam cães para ingerir alguma proteína, a falsa oposição encontra-se na República Dominicana para continuar dialogando com nossos carcereiros.

(*) Nota do Editor: Equivalente a um cartão de bolsa alimentação no Brasil.

Emma Sarpentier é venezuelana, dirigente do movimento de resistência Rumbo a Libertad e colaboradora do Crítica Nacional em Caracas. Edição de texto de Paulo Eneas.
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Fonte: Critica Nacional

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